5ª edição do Fórum Vivo Respiro

O Respiro encerrou o seu ciclo de atividades do ano de 2021 com o V Fórum Vivo, que aconteceu em 14 de dezembro e contou com a presença de grande parte dos trabalhadores da saúde que estiveram presentes ao longo dos quase 2 anos de projeto. Foi uma noite para reafirmar laços, construir possibilidades e sonhar juntos.

O texto abaixo foi preparado por Maria Ruth dos Santos para a abertura do evento, uma das pesquisadoras responsáveis pela organização dos Fóruns Vivos. Compartilhamos ele com vocês e, ao lerem, esperamos que sintam a potência desse encontro assim como sentimos nessa noite tão especial. 

Com carinho, Respiro.

Fala de abertura V Fórum Vivo Respiro – 14 de dezembro de 2021

Ao longo deste ano, realizamos várias atividades para apoiar os trabalhadores da saúde. Realizamos o Curso Respiro de apoio à formação dos trabalhadores, que terminou  brilhantemente na semana passada;  rodas de conversas e de cuidados;  eventos online para conversas públicas com trabalhadores de saúde sobre as experiências na pandemia;  incrementamos as redes sociais do projeto para disseminar e compartilhar conhecimentos e informações; entrevistas individuais para aprofundamentos com os trabalhadores de saúde sobre o trabalho e a vida em tempos de pandemia;  estruturamos duas Tendas Respiro no Campus Fiocruz (uma, próxima ao CSEGSF e, a outra,  próxima ao Centro Hospitalar) que serão inauguradas em breve, enquanto lugares de pausa, acolhimento e de oferta de práticas de cuidado aos trabalhadores da saúde; e construímos juntos cinco Fóruns Vivos Respiro.

Orginalmente pensado para acontecer na plataforma virtual do Respiro, o Fórum se transformou em Fórum Vivo, acontecendo virtualmente, nas telas dos nossos computadores e smartfones. Ele nasceu da esperança e confiança no diálogo aberto, franco, a partir do compartilhamento das vivências e experiências com os participantes.

Durante as suas cinco edições, os Fóruns floresceram e se fortificaram nos encontros de nossas telas. E os participantes aceitaram generosamente andar conosco nesta caminhada e responder sobre os temas que poderíamos conversar, ainda que não encontrássemos respostas para muitas perguntas e indagações.

Assim, a cada Fórum mergulhamos em temas complexos que foram iluminados pelos compartilhamentos que foram feitos, descortinando, mensalmente, universos diferentes e plurais. Conversamos animadamente sobre os direitos e garantias dos trabalhadores de saúde; as transformações e metamorfoses no trabalho, a questão da saúde mental e as múltiplas interseccionalidades de classe, gênero e raça no trabalho na pandemia.

A última edição do ano de 2021 foi preparada para ser um presente, uma homenagem e uma celebração coletiva pela honra de termos todos os participantes conosco nas múltiplas atividades neste ano desafiador para todos nós. Foi um convite para uma conversa amorosa e inspiradora, a partir das vivências e experiências de cada um no Respiro, no trabalho e na vida.

A conversa, intitulada de “Da crise à encruzilhada: (re) existir no trabalho e na vida. Construindo possibilidades. Vamos sonhar juntos?”, nos remeteu à reflexão do que nos une e reúne no projeto e que diz respeito às novas dimensões das penosidades e dos sentidos do trabalho em saúde, assim como as estratégias de (re)existências acionadas pelos trabalhadores de saúde durante a pandemia.  

Para falar de encruzilhada, recorremos à Luiz António Simas. Para ele, encruzilhada não é um labirinto é um ponto de chegada. É lugar do extraordinário, lugar do encontro com o outro. “”Meu trabalho vive numa encruzilhada entre história, literatura, canção popular e poesia”, explica Simas. Na mesma direção, Thiago Teixeira, complementa e nos lembra que “a encruzilhada aparece como uma solução, pois ali nos olhamos, não nos perdemos ou nos diluímos. Na encruzilhada nós nos encontramos!”

Ainda apoiados em Antonio Simas, refletimos que o Brasil é um país de encruzilhada. É um país encruzilhado por saberes de floresta, por saberes de praias, por saberes do asfalto. As coisas se cruzam e vai se constituindo a cultura. Não precisamos ser eurocentrados, como se filosofia fosse algo produzido exclusivamente pela Europa. Como se a Europa fosse o umbigo do mundo e nós meras ramificações dessa centralidade. Penso, logo existo. Sim, evidentemente. Mas ouço, logo existo. Bato tambor, logo existo. Eu vibro, logo existo. Eu jogo bola, logo existo. Eu brinco, logo existo.  Nós, do Projeto Respiro, pedimos licença ao Simas para incluir “Eu respiro, eu existo”.

Para saber mais:

Luiz Antonio Simas: https://revistatrip.uol.com.br/trip/luiz-antonio-simas-bato-tambor-logo-existo

Tiago Teixeira: https://revistasenso.com.br/direitos-humanos/a-encruzilhada-e-o-lugar-do-encontro/

Projeto Respiro celebra encerramento do curso sentidos do trabalho em saúde no cotidiano da pandemia

Dezembro marcou o encerramento da primeira turma do curso “Respiro: sentidos do trabalho em saúde no cotidiano da pandemia”, realizado por meio da parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). O curso faz parte das atividades do Projeto Respiro e foi oferecido aos trabalhadores da saúde que atuam ou atuaram no cuidado durante a pandemia e tiveram o seu cotidiano transformado pelo novo coronavírus.

Com duração de cinco meses, o curso teve como estratégia pedagógica a metodologia

Participativa, a partir da perspectiva de “apoio-formação”, centralidade na escuta, acolhida e troca de experiências sobre as penosidades e (re)-existências vivenciadas no processo da pandemia.

 Ao tomar como base a ideia de apoio-investigação, fundamento de nosso Projeto, o Curso pretendeu ser uma forma de apoio aos trabalhadores das instituições de saúde.

 A intenção não era assim instrumentalizar as atividades técnicas e especializadas nos serviços de saúde, mas construir um espaço de diálogo e troca entre os trabalhadores.

Os momentos em sala virtual funcionaram como espaço de coexistência de saberes, vivências reconectivas, partilhas de sentimentos e inspirações, compartilhamento das experiências, reflexão e problematização da bibliografia recomendada. Nas atividades assíncronas, os participantes tiveram acesso à textos, filmes, vídeos e vivências que possibilitaram mobilizar suas percepções, sentimentos, perspectivas e significações sobre os temas propostos.

Para celebrar o encerramento, as participantes apresentaram em uma noite emocionante os projetos finais. O encontro trouxe a certeza de que o curso atingiu o propósito de ser uma pausa consciente e acolhedora para reflexão e compartilhamento de conhecimento, sentimentos e vivências do mundo do trabalho em tempos da Covid-19.

“Foi muito gratificante ver ecoando de uma forma muito verdadeira o que estava desde o início na nossa intencionalidade, ter a escuta como centralidade”, disse Carlos Batistela, um dos coordenadores do curso e pesquisador da EPSJV. 

As alunas apresentaram as penosidades e as (re)existências no trabalho em saúde vivenciadas durante a pandemia em forma de arte, fantoches, crônica autoral e álbum de recordações. O desejo e o movimento de re(existir) ecoaram durante as apresentações. A imagem da (re)existência que surgiu foi a do pulmão que floresce em uma flor. “Apesar de toda dor, de todo o sofrimento, o curso nos trouxe um reflorescimento, um renascer coletivo”, disse uma das participantes.

Para outra, “o Respiro é diferenciado, o curso é dividido em vários eixos, mas no final, ele se resume em um único eixo, o eixo Respirar. E esse eixo é gigante, é respirar acolhimento, superação, histórias, consolo, esperança, amizade, afeto e resistência, possibilidades, vida, dores… O Respiro é assim, é como oxigênio que inspiramos.  Eu levo do Respiro a possibilidade de fazer diferente”.

Essas falas vão ao encontro da conceituação que o projeto faz do movimento de re(existir) como um ato que passa pelo desejo de se estar no mundo de outra forma e igualmente envolve o incubar, o apoiar e o dar espaço para a produção de novos seres e/ou para a ressignificação de suas vidas.

Durante as apresentações, surgiram as palavras “Respiro, renascimento, sororidade, leveza, encontros, sorrisos, transformação, recomeço, partilhas, afeto” como pistas de como o curso apoiou as alunas, todas trabalhadoras da saúde que tiveram o seu cotidiano de trabalho atravessado pela pandemia.

Monica Vieira, coordenadora do Respiro e pesquisadora da EPSJV/Fiocruz, em sua fala citou a filósofa Judith Butler. “Judith Butlher nos ajudou a construir o curso e apresenta conexões com o que os grupos trouxeram. Ela nos chama atenção que a escuta significa ouvir além do que somos capazes de ouvir. E com isso, ela questiona como é possível ampliar a nossa capacidade de escutar. E, nós no curso, fizemos essa aposta, de começar pelo sentimento, pelo compartilhamento de experiências, pela escuta”.

Para Eliane Vianna, também coordenadora do curso e pesquisadora do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF), da Ensp/Fiocruz, o curso foi uma experiência muito singular para todos do Projeto Respiro. “Os alunos foram construindo o curso juntamente conosco. Esse curso vem nos ensinar muito, principalmente, em como é possível inovar e como a construção coletiva é a saída para o que estamos vivendo. E os trabalhos refletem isso”, complementou ao final das apresentações.

Com carinho, Respiro.

 

 

5ª edição do Fórum Vivo Respiro é um chamado para (re)existir no trabalho e na vida, construir possibilidades e sonhar juntos

Para fortalecer o espaço de acolhimento e troca entre os trabalhadores da saúde e a comunidade, celebrar o último encontro do ano e construir coletivamente possibilidades para o futuro em tempos de pandemia, o Projeto Respiro realiza, no dia 14 de dezembro, a quinta edição do Fórum Vivo. As inscrições já estão abertas e vão até 13 de dezembro.

Nesta edição o tema é “Da crise à encruzilhada: (re)existir no trabalho e na vida. Construindo possibilidades. Vamos sonhar juntos?” e para refletir sobre essa questão o encontro irá reunir trabalhadores e trabalhadoras da saúde, parceiros e interlocutores do Respiro numa conversa online. Esse é um encontro para estar junto de quem esteve presente ao longo dos quase 2 anos de projeto e reafirmar laços!

“Ao falarmos em encruzilhada, recorremos à Luiz António Simas. O autor nos lembra que encruzilhada não é um labirinto é um ponto de chegada, lugar do extraordinário, lugar do encontro com o outro”, explica Eliane Vianna, coordenadora do Projeto Respiro e pesquisadora do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF), da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). “Assim, a encruzilhada aparece como uma solução, pois ali nos olhamos, não nos perdemos ou nos diluímos. Na encruzilhada nós nos encontramos”, complementa.

“É com esse pano de fundo que pretendemos encerrar o último Fórum, encontrando caminhos para que juntos possamos imaginar um sonho acordado e coletivo, essa é a chance de alargar horizontes possíveis”, adianta Monica Vieira, também coordenadora do Respiro e pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

O Fórum Vivo integra as atividades de campo do Projeto Respiro e tem o propósito de dialogar e trocar experiências e vivências a partir da contextualização realizada pelos convidados e pelos participantes do evento.

O Projeto Respiro nasceu com a proposta de compreender e atuar sobre as penosidades do trabalho em saúde diante da Covid-19. O Projeto, desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por meio do Programa Inova – Edital Covid 19, está vinculado ao Laboratório do Trabalho e da Educação Profissional em Saúde (Lateps), da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), e ao Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF), da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp).

Dia:  14 de dezembro de 2021 – Hora: 19:00 às 21:00h

Ao preencher o formulário, em breve, você receberá no e-mail cadastrado o link para acessar nossa sala virtual. A todos aqueles que solicitarem, será emitida Declaração de Participação.)

Textos de Referências para o 5º Fórum Vivo 

LUIZ ANTÔNIO SIMAS: BATO TAMBOR, LOGO EXISTO: https://revistatrip.uol.com.br/trip/luiz-antonio-simas-bato-tambor-logo-existo

Bem-viver para irmanar o universo : https://revistasenso.com.br/direitos-humanos/a-encruzilhada-e-o-lugar-do-encontro/b

Classe, gênero, raça e as desigualdades no trabalho em saúde

No 4º Fórum Vivo Respiro e a nossa conversa girou em torno do tema “A pandemia e o trabalho em saúde: desigualdades de classe, gênero e raça”.

Nossas convidadas Luciene Rosa, Agente comunitária de saúde e militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Simone Paiva, Agente de combate a Endemias e mestranda em Saúde Coletiva/UFF e Damiana Rangel, Enfermeira do INI/Fiocruz contaram sobre suas trajetórias de vida e suas experiências como profissionais da saúde durante a pandemia da COVID-19.

As histórias, trajetórias e vivências dessas três mulheres negras vindas da periferia e trabalhadoras da saúde se entrelaçaram em suas narrativas de resistência e… (re)existências.

O caminho trilhado por essas três mulheres de origem pobre, em um país em que as oportunidades para as mulheres negras são anuladas, evidencia que quando raça, gênero e classe se entrecruzam é a existência da mulher negra que é mais impactada. Isso ficou ainda mais evidente diante de uma emergência sanitária como a da Covid-19, que aprofundou iniquidades historicamente estabelecidas.

 Todavia, nossas convidadas enfatizaram que, apesar das dificuldades impostas e agudizadas pela pandemia, há (re)existência. É por meio de movimentos sociais como o MNU, que as mulheres negras como Luciene Rosa, organizam suas comunidades e semeiam a esperança de futuro para os jovens fora da pobreza e da violência.

O que fica para nós desse encontro entre Luciene, Simone e Damiana, três mulheres negras e trabalhadoras, unidas pela luta antirracista e pelo SUS, é que o caminho pavimentado por elas está estruturado na construção contínua e viva de uma política de vida gestada mesmo diante do total descaso de um Estado que insiste em aniquilar corpos negros.  

Projeto Respiro 

                              4º FÓRUM VIVO 

A cada novo encontro, o Fórum Vivo Respiro se fortalece como um  espaço de acolhimento e troca entre as trabalhadoras e trabalhadores da saúde e a comunidade.

O Fórum integra as atividades de campo do Projeto Respiro e tem o propósito de dialogar e trocar experiências e vivências a partir da contextualização realizada pelos convidados e pelos participantes do evento.

Neste 4º Fórum Vivo Respiro vamos conversar sobre “A pandemia e o trabalho em saúde: desigualdades de classe, gênero e raça”.

As convidadas são Luciene Rosa
– TEC de Agente Comunitário de Saúde/ Militante Movimento Negro Unificado de Duque de Caxias; Simone Paiva – Agente de Combate às Endemias e Mestranda em Saúde Coletiva da UFF e Damiana Rangel – Enfermeira INI/Fiocruz e todas as demais trabalhadoras e trabalhadores de saúde e interessados no tema.

Dia: 09 de novembro de 2021

Hora: 19:00 às 21:00h

Local: Plataforma Zoom 

Ao preencher o formulário, em breve, você receberá no e-mail cadastrado o link para acessar nossa sala virtual.

A todos aqueles que solicitarem, será emitida Declaração de Participação.

Com carinho, Projeto Respiro  

A cada novo encontro, o Fórum Vivo Respiro se fortalece como um espaço de acolhimento e troca entre as trabalhadoras e trabalhadores da saúde e a comunidade.

Mesmo em meio aos novos desafios tecnológicos para simplesmente conversar – é microfone que não funciona, internet que cai e tantas outras coisas – e ao distanciamento de corpos que inevitavelmente dificulta a criação de vínculos e as trocas de afetos, temos seguido juntos.

No último dia 05/10 falamos sobre trabalho e saúde mental na pandemia.

A enfermeira Brunna Monteiro contou sobre a sua experiência como voluntária no programa Enfermagem Solidária, do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). “A iniciativa, coordenada pela Comissão Nacional de Enfermagem em Saúde Mental do Cofen, tem a participação de enfermeiros especialistas, mestre e doutores em Saúde Mental, que oferecem apoio aos colegas da linha de frente por meio de chat, disponível no hotsite Juntos Contra Coronavírus”, explica o site do conselho.

A fala de Brunna nos apresenta a formação de uma rede de apoio potente entre os trabalhadores da enfermagem, que passaram a contar com um espaço de escuta e acolhimento de queixas sobre o trabalho que “sempre existiram”, mas que se agravaram diante da emergência sanitária”, como ela mesmo disse.

“As queixas eram das mais diversas: medo, carga horária exaustiva demais, assédio moral, violência psicológica, discriminação por ser profissional da saúde, falta de EPI, falta de condições para descanso, de condições mínimas de trabalho. Eles apresentavam também uma baixa autoestima e o medo de transmitir para a família” – Bruna Fernanda

Esteve presente também Demilson Gomes, Técnico de Enfermagem do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). A sua fala reforçou os desafios encontradas no início da pandemia, como, não saber como lidar com os equipamentos de proteção individual (EPI´s), o medo de levar o vírus para casa, e a incertezas e impotências no tratamento. Um ponto importante, ele conta, foi o impacto provocado pelo risco amplificado veiculado pelas notícias nos meios de comunicação: “a cada notícia parecia que todo mundo iria morrer, todos ficaram em pânico, foi preciso desligarmos a TV”, diz Demilson.

O início da pandemia foi desafiador e preocupante para aqueles que atuaram na linha de frente. Mas, Demilson relatou como como foi possível resistir… principalmente, no acolhimento coletivo das angústias e medos dos colegas. Concluiu lembrando que hoje há esperança de dias melhores.

A última convidada da noite foi Marta Montenegro, psicóloga, trabalhadora da Coordenação de Saúde do Trabalhador da Fiocruz e pesquisadora do Projeto Respiro no eixo “Saúde do trabalhador”.

Marta nos lembrou que o apoio aos trabalhadores em sofrimento deve existir cotidianamente e passa pelo engajamento de toda a equipe em relações afetivas e de cuidado uns com os outros. Ela acrescentou que no contexto do trabalho remoto e das dificuldades encontradas em muitos serviços, essa atenção ao outro se torna mais difícil e é nesse sentido que o apoio institucional se torna peça fundamental para cuidar de quem trabalha.

Emocionados, finalizamos o encontro com o sentimento de que é preciso continuarmos juntos, isso porque a pandemia não acabou para aqueles que trabalham com o cuidado nos serviços de saúde e lidam de perto com os novos protocolos e as mortes em seu cotidiano.

Ainda é preciso “esperançar”, uma palavra potente utilizada por Brunna, e nós, do Projeto Respiro, seguimos observando o mundo do trabalho em saúde e perguntando junto à comunidade “o que vem depois?”. Sem dúvidas, a resposta para essa pergunta depende da nossa capacidade de sonhar e construir coletivamente diálogos, espaços e ações que sirvam de base para um outro mundo possível.

Com carinho, Projeto Respiro. 

                              3º FÓRUM VIVO 

É com muita alegria que convidamos vocês a participarem do 3º Fórum Vivo Respiro, no dia 05 de outubro de 2021, das 19:00 às 21:00h, pela plataforma Zoom.

Iremos conversar sobre “Saúde Mental e Trabalho na Pandemia” com os nossos convidados Demilson Gomes da Penha, Técnico de Enfermagem do INI -Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fiocruz; Bruna Fernanda Monteiro de Barros, enfermeira, representante do COFEN – Conselho Federal de Enfermagem; Marta Montenegro, psicóloga, da Coordenação de Saúde do Trabalhador da Fiocruz; e todos os trabalhadores de saúde interessados.

O Fórum Vivo integra as atividades de campo do Projeto Respiro e tem por objetivo dialogar e trocar experiências a partir da contextualização realizada por convidados e das vivências trazidas pelos trabalhadores e trabalhadoras de saúde na pandemia.

📌 Para participar, basta se inscrever e você receberá no e-mail cadastrado o link para acessar a sala virtual.

A todos aqueles que solicitarem, será emitida Declaração de Participação.

🌺 Com carinho, Projeto Respiro.

Assista a conversa de Ailton Krenak com trabalhadores da saúde na aula inaugural do Curso de Formação Profissional Respiro: Sentidos do trabalho em saúde na pandemia.

Em seu livro “A vida não é útil”, Ailton Krenak nos diz que “quando tudo está entrando em parafuso, você tem que ter alguém para chamar.

Krenak é para nós um chamamento. O autor é um dos assentamentos do Projeto Respiro e a potência de suas palavras têm nos guiado na jornada de conhecer e apoiar trabalhadoras e trabalhadores da saúde na pandemia.

Na aula inaugural do Curso Respiro convidamos o inspirador para um belo e vital diálogo sobre a forma de existir dos humanos no planeta.

Acreditamos que daí surgem algumas pistas para a (re)existência do Cuidado, em um sentido mais amplo, decolonizante e gerador de vida.

Que vocês possam se inspirar e sentir a potência desse encontro!

Com carinho, Respiro.

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